sábado, 4 de setembro de 2010

UM CASO DE ENCATAMENTO E SEU DESFECHO

É muito interessante olhar a Vida como ela acontece e os por quês das situações. Vou contar um caso que vejo acontecer com muitas pessoas. Usarei nomes fictícios em respeito aos envolvidos. Ei-lo:

Certa vez, uma jovem chamada Vitória, num momento em que seu instinto sexual estava aflorado atraiu, sem entender, um jovem chamado Hermínio. Para ela era como um pássaro que cortara os céus e havia pousado nas terras de seu desejo. Um pouco reticente, ela foi ao encontro dele e foi encantada como num feitiço. Os dois, enfeitiçados, cada um com seus sonhos e propósitos, mesmo que inconscientes, se aproximaram e passaram a se relacionar. Cada
dia que se passava era para Vitória um novo encantamento, Hermínio ia se revelando. Os dois se encontraram até que as exigências de Vitória começaram a não serem atendidas. Vitória havia entendido que uma relação não se faz só de desejos sexuais e sim de cumplicidade, de amizade. Hermínio, por sua vez, inconscientemente foi percebendo a mudança em Vitória e se deparou com questões de insatisfação e falta de vontade encontrando justificativas das mais diversas para suas faltas.

Passado algum tempo, Vitória incomodada com a situação, rompeu o relacionamento já que Hermínio não propunha mais o encantamento, inspiração e evolução.

Esta é a história de uma mulher e como ela reconheceu os desejos de sua alma.

Bem, não acaba por aqui. Uma semana depois do rompimento ele declara que está namorando. Vitória ao saber disso sentiu um “frio no estômago” e se perguntou:
O que significa isso?
Entendeu o que popularmente conhecemos como “ego ferido” e então, pode seguir seu caminho desejando à Hermínio um bom caminho e à ela um novo e próspero, em busca do companheiro cúmplice, amigo.

Nossa alma usa de formas, muitas vezes indiretas, para que possamos compreender qual a nossa missão. Existem pessoas que vão repetir e repetir situações sem entender os por quês e sofrem, sofrem muito, imputam responsabilidades nas outras pessoas e se isentam da sua responsabilidade diante das situações.

No caso de Vitória e Hermínio, ambos estavam insatisfeitos e sem vontade, cabe saber se Hermínio assimilou sua proposta de alma, ou melhor, se assimilou o caminho. Quanto a Vitória, parece que sim, pelo menos ela acredita que subiu mais um degrau rumo à sabedoria já que percebeu a influência do Ego cuja atuação era sobrepor a Alma.

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